Conheça as principais exigências para viajar com seu pet ao exterior

As recentes transformações no estilo de vida dos brasileiros vieram acompanhadas de um significativo aumento da presença de animais de estimação nas famílias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já temos em nossas casas 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos. Em 2018, o país tornou-se o segundo maior mercado de produtos pet do mundo, movimentando mais de R$ 20 bilhões, segundo a Euromonitor.

Como consequência, os pets passaram a acompanhar seus donos em viagens para o exterior com muito mais frequência. Entretanto, a mobilidade internacional dos bichos de estimação deve ser feita com muito planejamento e preparada com meses de antecedência.

Assim como nós precisamos de documentos como o passaporte para viagens internacionais (e, em alguns casos, documentos de vacinação), o mesmo vale para os pets.

São dois os principais documentos: Certificado Veterinário Internacional (CVI) e Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. A principal diferença entre os dois é que o CVI é emitido a cada viagem, enquanto o Passaporte pode ser utilizado (e atualizado) durante toda a vida do animal. Esse último é aceito em países com os quais o Brasil possui acordos de equivalência (como os membros do Mercosul, por exemplo) e, nesses casos, substitui o CVI. Em caso de mudanças permanentes, a emissão do CVI pode ser suficiente.

Certificado Veterinário Internacional (CVI)

O CVI comprova a boa condição sanitária do animal para ingressar em outro país e só pode ser emitido se todas as exigências sanitárias exigidas pelo país de destino forem cumpridas. A emissão do documento é de competência das agências da Vigiagro (Vigilância Agropecuária Internacional). Elas estão localizadas em portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais ou nas Superintendências Federais de Agricultura (SFAs) nos estados. Vale lembrar que cada país possui requisitos próprios para autorizar o ingresso dos bichinhos em seu território. Em alguns casos, considerando a necessidade imposta por alguns países, será preciso levar o animal no momento de solicitar o CVI. Nos demais casos, o proprietário e o médico veterinário que emitir o atestado são responsáveis pela fidelidade das informações.

Para sua obtenção é obrigatória a identificação eletrônica do animal através de um microchip, que será lido para a emissão do documento, antes do embarque do animal nas viagens internacionais e no desembarque deles no Brasil. Documentos de sorologia e comprovativos de vacinação também são requeridos.

Passaporte

Já o Passaporte para Cães e Gatos, também é obtido nas unidades da Vigiagro. O documento será fornecido em 30 dias úteis, a contar da data de recebimento da documentação exigida. Em casos emergenciais o documento poderá ser emitido em menor tempo. Os requisitos para emissão do documento são semelhantes aos do CVI. Após a sua emissão, o passaporte possui validade de 60 dias, desde que a vacinação antirrábica esteja na validade.

O veterinário particular do pet fica responsável pelos registros de dados de exames clínicos, tratamentos, vacinações, análises laboratoriais e demais procedimentos exigidos pelo país de destino. Atenção: o atestado de boa saúde e a assinatura do veterinário deverão ser feitos no prazo máximo de dez dias anteriores à solicitação do CVI ou passaporte e ao embarque.

Leia o procedimento completo aqui sobre os dois documentos, além das exigências específicas de cada país.

Saúde

Os detalhes envolvendo a questão da vacinação são tão específicos que, caso não sejam tratados antecipadamente, podem vir a causar muitos aborrecimentos aos passageiros e, principalmente, aos animais. A vacina antirrábica, por exemplo, só é considerada válida para viajar se tiver sido aplicada há menos de um ano. É importante verificar, no entanto, as regras de cada país, principalmente em casos de animais com mais de três meses que ainda não foram vacinados. Vacinas tomadas em campanhas estaduais e municipais nem sempre são válidas por não possuírem todas as informações exigidas.

Deve-se prestar atenção para o laudo de sorologia, um dos documentos que mais demanda tempo e planejamento, e é essencial para viagens à Europa. Neste caso, uma amostra de sangue é enviada para análise de um laboratório credenciado no Brasil. Recomenda-se que a coleta de sangue seja planejada pelo menos seis meses antes do embarque, para evitar imprevistos ou atrasos na entrega do laudo.

Também é fundamental conversar com um veterinário e consultar as condições (e taxas) impostas por cada companhia aérea antes de comprar a passagem, pois nem todos os voos disponibilizam esse serviço. Além disso, caso seu pet seja de espécie rara ou braquicéfala, as autoridades e companhias aéreas podem requerer documentos e condições especiais. Por fim, vale lembrar que as principais empresas do setor no país já oferecem, sob determinadas condições, a possibilidade de transporte na cabine de passageiros, e não somente no compartimento de carga das aeronaves.

Vai viajar para o exterior e precisa levar seu pet com você? Fale com nossos especialistas e saiba como a BR-Visa pode ajudar!

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